26 de ago de 2007

Clique aqui para ler.

Neste domingo, o Diário de Cuiabá publicou texto meu. Originalmente, era um texto de divulgação para o Festival Calango sobre o Arquivo Do Rock Brasileiro. A parte itinerante do Arquivo vai ser exposta em Cuiabá durante o Calango, dentro da arena do festival, a Cidade das Artes. Então, se você estiver em Cuiabá, não perca. É uma pesquisa incrível sobre as primeiras décadas de rock no Brasil, os anos 50, 60 e 70. De qualquer forma, no site do Arquivo, há fonogramas, biografias, discografias: é só clicar em qualquer lugar onde esteja escrito "Arquivo" neste texto e começar a explorar. Ah! E não se esqueça de ler a matéria no Diário de Cuiabá, na seção DC Ilustrado.

 

 

19 de ago de 2007

Sete seria um número mais interessante, né? Mas, a seguir, 6 shows pelos quais a gente tem que ir a Cuiabá para o Calango 2007.

1 Já ganhou! Troféu diversão para a Revoltz. Eles se formaram, a rigor, em Cuiabá e agora moram em São Paulo. O grupo tem um site estiloso e quase hipnótico (clica no nome deles no texto!), um disco lançado neste ano que é tipo new wave lo-fi, canções de melodia fácil e letras que são quase o sonho indie: sexo, romancezinhos, drogas, filmes e bandas de rock. Melhor! Pelo que pareceu no Festival Fora do Eixo, (foi em março e em São Paulo, leia aqui!), o show está afiado. O suficiente para fazer uns passinhos punk, bater a cabeça, gritar, dançar e cantar junto.
Tomara -> As músicas mais dançantes e mais cantáveis, como "A Chinesa", "Arnoldileine" e "O Capítulo". Há sempre a possibilidade do Daniel Belleza, que é fã do grupo, aparecer no palco.
Sei lá -> Algumas canções tem influências mais anos '60, let's twist again. E, às vezes, eles tocam tão rápido que não dá nem pra se mexer.
Para dar um beijo no escuro em cima do muro ou subir no capô quando a banda se apresentar e dar um mosh bonito
. (A última frase contém referências para os fãs de Revoltz. Saiba mais aqui!) O clipe de "Ritalina", música que estava no EP "A Chinesa", de 2005, existe mais ou menos há um ano e aparece aqui e agora.



2 Já ganhou! Troféu lágrimas e emoção. É muito simples. As canções do Vanguart jogam pesado com solidão, melancolia, amores, nas letras e nas melodias que as envolvem. Vai ser o primeiro show do grupo em Cuiabá (de onde eles saíram, agora moram em São Paulo) depois do lançamento do disco via Outracoisa. São os heróis voltando à cidade que eles têm colocado na televisão (na verdade, mais na web tv. mas, enfim). O show no Calango de 2005, com o maior público da noite, já foi bem emocionante: e isso foi antes da MTV. Ah, nada como ídolos.
Tomara -> A coisa mais emocionante de um show do Vanguart in Cuyaba é a relação do público local com a banda. Melhor se todo mundo gritar descontroladamente em "Semáforo", se rolar "Para Abrir Os Olhos" e muita coisa do disco e se a banda acelerar e colocar peso em tudo, o que acontece em ocasiões especiais.
Sei lá -> Tem uma versão para "I Will Survive" no repertório que ficou bem... disco! com o passar do tempo. E o violão do Helio tem uma vocação incrível para arrebentar cordas, desafinar e outras coisas, criando uns silêncios no meio do show.
Para abrir os olhos
. (Cara... referência, de novo! Mas essa está logo abaixo)





3 Eles ainda não ganharam nada, mas talvez a Pública ganhe um VMB. O mesmo prêmio que talvez o Vanguart leve. Qualquer uma das bandas sendo vencedora, é uma celebração do bom momento da canção no independente brasileiro. Aliás, "Polaris", o disco que a banda gaúcha lançou no final do ano passado é, ele todo, uma celebração da canção, melodia, letras e detalhismo. Ao vivo, a psicodelia que mais se insinua no disco ganha cores. Às canções de "Polaris" juntam-se algumas inéditas, mais intensas. Baixista corre de um lado para o outro, feito louco, guitarrista e baixista fazem duelos... Rock!
Tomara -> Que toquem as músicas novas: a canção dançante e sem nome que é guiada pelo tecladista Amaro, e a intensa e climática "Luzes", que pode fechar o show. Que toquem, do disco, "Das Falsas Intenções" e "Long Plays", essa, melhor com todo mundo cantando junto.
Sei Lá -> A
Pública está escalada para tocar entre as locais e barulhentas (tanto em guitarras quanto em torcida) Macaco Bong e Lord Crossroads.
Para comprar uma bicicleta e ir viajar. (É isso mesmo!)

4 Já ganhou! Troféu garrafa de cerveja quebrada cortando a pele do abdôme. E isso é só uma das coisas que podem acontecer num show de Daniel Belleza & Os Corações Em Fúria. Pode ser uma garrafa de uísque também, por exemplo. Nos últimos anos, o grupo tem feito algumas das mais intensas apresentações ao vivo do independente brasileiro, indo além do jogo de cena bem calculado de coturnos e boás. Agora, eles se preparam para o lançamento do segundo disco, que deve vir mais diverso, com novas referências.
Tomara -> Tudo o que é necessário é que eles subam ao palco, pelo que parece. Ajuda se o som realçar o baixo quase tribal (bem verdade, poucas tribos têm contrabaixos elétricos) de Rangel.
Sei lá ->
Em entrevista, Daniel já disse que o novo disco viria mais calmo e o novo show menos produzido.
Para fazer sexo com alguém ou consigo mesmo, ferir fisicamente alguém ou a si mesmo, provocar a desordem e o caos e conhecer a commodity mais valiosa de Cuiabá. (Dica: não é a típica farofa de banana, mas tem a ver)


DBCF no Calango 2005 em foto tirada do Flickr do sensacional Vini Mania. Atenção: tem algo escrito na barriga do Daniel.

5 Tem alguém soltando o batidão, alguém violentando uma guitarra e um terceiro cara gritando sobre sexo, drogas e coisas realmente incompreensíveis, rebolando e tirando a roupa. Com essa fórmula, o Montage tem circulado de desfiles de moda a festivais de rock independente sem escorrer o make. SE JOGA.
Tomara -> Tem que rolar "Benflogin" (pode ser com ou sem as aspas).
Sei lá -> Sei lá.
Para arrasar na produ, se jogar muito e fazer uma ou duas coisas da lista do
Daniel Belleza ali em cima, só que mantendo o estilo.

6 Foi mais ou menos como uma aparição. Uma banda pouco conhecida abriria o segundo dia de Festival Fora do Eixo. Ninguém esperava o trip-hop d'O Quarto Das Cinzas, a vocalista de gestos e voz delicados ou a luz sobre seu vestido claro, que parecia idéia de um iluminador de filme bíblico.
Tomara -> Talvez conquistar platéias desavisadas seja um truque clássico do repertório do grupo.
Sei lá -> O som cheio de detalhes e silêncios d'
O Quarto Das Cinzas vai funcionar numa arena como a do Calango?
Para levitar.

- A programação completa do
Calango está na página do festival.

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16 de ago de 2007

Um dos cinco maiores festivais do Brasil - e, desses, o único que só escala bandas independentes - o Festival Calango acontece em Cuiabá a partir do próximo dia 31. O Arquivo Acosta deve falar muito do Calango 2007, incluindo uma cobertura dos shows do festival. E a sessão Calango começa agora! A seguir, o primeiro texto de divulgação, enviado à assessoria de imprensa do Calango em 27/07. Mas, antes, o vídeo promocional do festival, feito pela VK6 Vídeo.




Festival Calango 2007 acontece de 31/8 a 2/9, no Museu do Rio

Festival espera público de 10 mil e, pela primeira vez, conta com banda internacional

Iniciativa cuiabana de destaque nacional, o Festival Calango chega à sua quinta edição em 2007. Neste ano, ele acontece entre 31 de agosto e 02 de setembro. Para esses três dias, 10 mil pessoas são esperadas no Museu do Rio, no centro histórico de Cuiabá. Em 2007, o instituto cultural Espaço Cubo celebra parcerias com as secretarias municipal e estadual de Cultura e com outros três festivais de música. Assim, o Calango fará parte de um mês inteiro de atividades no Museu do Rio, revitalizando a área, às margens do rio que deu nome à cidade. A programação inclui desde o tradicional siriri às inovações do hip-hop.

Por sua vez, o Calango apresenta um panorama do rock independente atual, com quase cinqüenta bandas de todas as cinco regiões do país e, pela primeira vez, uma atração internacional: o grupo uruguaio Supersonicos. Mas a programação vai além dos shows, e apresenta um festival de artes integradas. Literatura, audiovisual, artes plásticas, artes cênicas, tudo isso estará na verdadeira “cidade das artes” em que será transformado o Museu do Rio durante o Calango.

Reunidos na cidade para o festival, mais de 200 artistas, produtores e jornalistas devem firmar novas parcerias, elaborar projetos e repensar a produção cultural independente. Seja informalmente, entre os palcos e estandes do Museu do Rio, ou publicamente, no ciclo de debates Calango na Mesa, que deve acontecer nos dias 01 e 02/9.

Mas o Calango começa bem antes disso. Em três sábados do mês de agosto serão realizadas prévias. Em cada uma delas, bandas farão shows ao vivo na tentativa de conquistar uma vaga no festival. No fim do mês, acontece mais uma edição do Calango na Escola, que levará shows, mostras de vídeos e oficinas de zines a cinco escolas públicas cuiabanas.

Histórico

O Festival Calango começou em 2001 e foi bienal até sua terceira edição, em 2005. Nessa edição, o festival assumiu seu formato atual, entrou na agenda dos festivais no Brasil e colocou Cuiabá no cenário independente nacional. Foi ali que nasceu a idéia da ABraFIn, Associação Brasileira de Festivais Independentes, da qual o Calango é membro fundador.

O crescimento do festival acontece paralelamente ao crescimento da cena cultural cuiabana e do cenário independente nacional. Depois de 2005, por exemplo, grupos cuiabanos como Vanguart e Macaco Bong (ambos confirmados para a edição deste ano) tornaram-se nomes obrigatórios do independente brasileiro. A edição 2006 do Calango foi indicada na categoria “melhor evento” ao referencial Prêmio Toddy de Música Independente.

A arte do Calango 2007 foi feita por Fabrício Chabô. Ele canta na cuiabana Chilli Mostarda, que toca na sexta-feira.

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14 de ago de 2007

Começar de novo. Lembra de mim?

Lutando contra robôs malignos (leia mais abaixo), este blog volta falando do projeto compacto.rec. Já ouviu o lançamento dos Bang Bang Babies?






Para ouvir as outras faixas do compacto virtual dos Bang Bang Babies, ver fotos da banda e mais: compactorec.blogspot.com. A seguir, entrevista com Vital, o guitarrista da banda, sobre o lançamento. A conversa aconteceu na última quarta-feira, e foi enviada em 10/8 para o Ciruito Fora do Eixo. Divulgação via email a partir de 11/8 .


Compacto.rec: entrevista com Bang Bang Babies

"Don't waste my time". Ou, na tradução, "não desperdice meu tempo". É o que cantam os Bang Bang Babies no final de "Going Down", uma das três faixas de seu recém-lançado compacto.rec. Muito bem. Juntas, as três músicas do compacto virtual não duram nem 8 minutos - rock de garagem, proto-punk, tudo muito rápido e direto. Como a própria entrevista com o guitarrista do grupo, Vital, que falou via messenger sobre o lançamento, sobre o processo da banda e outras coisas. A seguir, uma edição dessa conversa.

Falando em “Going Down”...

Vital: “Cara, Going Down é uma música do nosso EP (que leva o nome da banda e foi lançado em 2006)! Essa música fiz no banheiro, só pra vc ter idéia de onde saem as músicas! O Pedro (vocalista) quando foi criar a letra dela pensou justamente nos efeitos da bebedeira de uma noite passada! heehehehe”

Bom, mas o processo da banda nem sempre passa pelo banheiro...

Vital: “A mais curiosa com certeza é Going Down. hehehe Geralmente começa de um riff! Nossa maneira de fazer música é assim! Uma idéia inicial de algum riff que criei! Aí vamos formatando em estúdio. Nosso baixista é ótimo pra formatar a música. Chego lá com ela toda desorganizada e ele coloca uma simetria bacana! Depois de fazer a música o Pedro coloca a letra! Mas algumas músicas o Pedro mostrou prontinha já! Até nosso baterista mostra música pra gente! Atualmente temos duas músicas instrumentais dele.”

E as influências?

Vital: Pra mim The Stooges é a principal! Vejo que está presente principalmente na simplicidade das músicas. Músicas retas, um lance bem garagem mesmo. É claro que há aquelas pitadas do Punk, do Surf Music, mas o objetivo realmente é atingir o Garage Rock, a tosqueira do Stooges! Essas duas músicas novas que apresentamos no compacto.rec mostram bastante isso! Em estúdio tivemos a referência do último disco dos Stooges pra tirar timbres e etc. Mas é claro que não se resume a isso! Mas é o mais forte! Queríamos unir os timbres velhos bem vintage com a captação digital de som! Acho que a banda é bem isso. Somos moleques com pretenção de fazer som velho!

Segundo Vital, as faixas foram gravadas no “Rocklab! Um estúdio (em Goiânia) muito bom, comandado por dois caras fodas! Mestre Gustavo Vasquez (baixista do MQN) e Mestre Luíz Maldonalle!” Ele diz ainda que as faixas seriam para um vindouro álbum, ainda sem previsão de lançamento – eles estão captando recursos. “Mas o projeto apresentado pelo compacto.rec é muito bacana, não podia deixar passar a oportunidade de mostrar algo novo! Também é uma forma de respeito com o projeto, se a gente colocasse só música velha não seria tão bacana!”, explica Vital.

Isso dito, só resta ouvir! Vai lá.



Avatar do Vital

Mas a melhor parte da conversa de messenger com Vital...

novo prazer diz:
vc por um acaso bebeu durante essa entrevista? seria legal... shshshhas
Vital Jr. diz:
hehehehe
Vital Jr. diz:
Infelizmente não!
hehehehhehehehe
novo prazer diz:
merda!
Vital Jr. diz:
Mas se não tivesse dando ela agora certamente estaria! hehehehehehehe

Fica a dica. Já conto a INCRÍVEL batalha Arquivo Acosta X Robôs do Mal.

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