14 de ago. de 2007

Começar de novo. Lembra de mim?

Lutando contra robôs malignos (leia mais abaixo), este blog volta falando do projeto compacto.rec. Já ouviu o lançamento dos Bang Bang Babies?






Para ouvir as outras faixas do compacto virtual dos Bang Bang Babies, ver fotos da banda e mais: compactorec.blogspot.com. A seguir, entrevista com Vital, o guitarrista da banda, sobre o lançamento. A conversa aconteceu na última quarta-feira, e foi enviada em 10/8 para o Ciruito Fora do Eixo. Divulgação via email a partir de 11/8 .


Compacto.rec: entrevista com Bang Bang Babies

"Don't waste my time". Ou, na tradução, "não desperdice meu tempo". É o que cantam os Bang Bang Babies no final de "Going Down", uma das três faixas de seu recém-lançado compacto.rec. Muito bem. Juntas, as três músicas do compacto virtual não duram nem 8 minutos - rock de garagem, proto-punk, tudo muito rápido e direto. Como a própria entrevista com o guitarrista do grupo, Vital, que falou via messenger sobre o lançamento, sobre o processo da banda e outras coisas. A seguir, uma edição dessa conversa.

Falando em “Going Down”...

Vital: “Cara, Going Down é uma música do nosso EP (que leva o nome da banda e foi lançado em 2006)! Essa música fiz no banheiro, só pra vc ter idéia de onde saem as músicas! O Pedro (vocalista) quando foi criar a letra dela pensou justamente nos efeitos da bebedeira de uma noite passada! heehehehe”

Bom, mas o processo da banda nem sempre passa pelo banheiro...

Vital: “A mais curiosa com certeza é Going Down. hehehe Geralmente começa de um riff! Nossa maneira de fazer música é assim! Uma idéia inicial de algum riff que criei! Aí vamos formatando em estúdio. Nosso baixista é ótimo pra formatar a música. Chego lá com ela toda desorganizada e ele coloca uma simetria bacana! Depois de fazer a música o Pedro coloca a letra! Mas algumas músicas o Pedro mostrou prontinha já! Até nosso baterista mostra música pra gente! Atualmente temos duas músicas instrumentais dele.”

E as influências?

Vital: Pra mim The Stooges é a principal! Vejo que está presente principalmente na simplicidade das músicas. Músicas retas, um lance bem garagem mesmo. É claro que há aquelas pitadas do Punk, do Surf Music, mas o objetivo realmente é atingir o Garage Rock, a tosqueira do Stooges! Essas duas músicas novas que apresentamos no compacto.rec mostram bastante isso! Em estúdio tivemos a referência do último disco dos Stooges pra tirar timbres e etc. Mas é claro que não se resume a isso! Mas é o mais forte! Queríamos unir os timbres velhos bem vintage com a captação digital de som! Acho que a banda é bem isso. Somos moleques com pretenção de fazer som velho!

Segundo Vital, as faixas foram gravadas no “Rocklab! Um estúdio (em Goiânia) muito bom, comandado por dois caras fodas! Mestre Gustavo Vasquez (baixista do MQN) e Mestre Luíz Maldonalle!” Ele diz ainda que as faixas seriam para um vindouro álbum, ainda sem previsão de lançamento – eles estão captando recursos. “Mas o projeto apresentado pelo compacto.rec é muito bacana, não podia deixar passar a oportunidade de mostrar algo novo! Também é uma forma de respeito com o projeto, se a gente colocasse só música velha não seria tão bacana!”, explica Vital.

Isso dito, só resta ouvir! Vai lá.



Avatar do Vital

Mas a melhor parte da conversa de messenger com Vital...

novo prazer diz:
vc por um acaso bebeu durante essa entrevista? seria legal... shshshhas
Vital Jr. diz:
hehehehe
Vital Jr. diz:
Infelizmente não!
hehehehhehehehe
novo prazer diz:
merda!
Vital Jr. diz:
Mas se não tivesse dando ela agora certamente estaria! hehehehehehehe

Fica a dica. Já conto a INCRÍVEL batalha Arquivo Acosta X Robôs do Mal.

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22 de jul. de 2007

Mais ou menos nos últimos dez dias – e a proximidade do VMB talvez explique – quatro bandas dessas nossas apresentaram clipes novos. Numa época de alugar umas esteiras, apertar rec e ser catapultado para a fama internacional, esses novos lançamentos apostam quase todos numa estética menos... “cinematográfica”. O Rock Rocket fez um clipe ao vivo e multifocal pra “Cerveja Barata”. O diretor Paulinho Caruso, indicado ao VMB de melhor direção no ano passado, resolveu trabalhar com inserções de animação toscas para o novo Los Pirata e uma estética VHS pornô para o Banzé (com o vocalista usando uma barba que não estava lá no último vídeo e cantando “cala essa boca e chupa!”... humm).

Ah, claro, o quarto clipe de que a gente está falando é o da Pública .



Se você conhece a banda, deve ter percebido que a Pública não tem muito a ver com os punks do primeiro parágrafo. Sem surpresa, o novo clipe, para a favorita “Long Plays” também não tem muito a ver com o resto. A banda lançou seu primeiro disco no final de 2006 e a melancolia, o esmero melódico e harmônico e as referências ao fim da década de 60 + começo dos ’80 de “Polaris” ganharam a cena indie. Pois a melancolia, o esmero e a nostalgia estão presentes no videoclipe.

Neste sábado, conversamos via messenger sobre “Long Plays”. De Porto Alegre, o vocalista-guitarrista-compositor Pedro Metz e o baixista Guilherme Almeida falaram sobre a concepção e a produção desse que já é o terceiro videoclipe da banda. No palco, os dois exibem temperamentos bastante diferentes, Pedro concentrado ao microfone no pedestal e Guilherme correndo de um lado para o outro. Na entrevista... bom, é Guilherme quem fala sobre os planos ainda bastante abstratos de um novo clipe antes do próximo disco; é Pedro quem confirma as datas da filmagem (13, 23 de 30 de junho, com “uns 10 dias de pré-prudução e 4 de edição”).

“Pensamos o seguinte: ‘Polaris’ vai ser o primeiro clipe porque representa mais a sonoridade da banda, pelo menos do disco. Com o clipe de 'Polaris' e o disco atingimos um primeiro objetivo: ser conhecido na cena nacional. A escolha de ‘Long Plays’ como segundo clipe era bastante óbvia: é um hit indiscutível”, diz Pedro sobre a escolha da música. E daí foi só bolar o conceito, já que a banda assina o roteiro do vídeo (e co-dirige também).


Bastidores da filmagem


Como faz?

Pedro conta, rindo, que queria fugir da óbvia cena de uma briga de casal e que tinha um interesse estético pela coisa dos mendigos e papeleiros. E tinha um último toque: “por último resolvemos que o cara da loja de discos ia devolver o nosso, o que considero um dos pontos altos do clipe”, ele explica.

Para a filmagem, que conta com atuações de roqueiros camaradas gaúchos (Malásia do Ultramen é o protagonista, Calinhos Carneiro do Bidê ou Balde é o vendedor da loja de discos) “fomos apresentados para uns caras que estão começando, Capitão Araújo é o nome da produtora, e eles toparam produzir com a gente. O resto da equipe ou são amigos deles ou nossos”, Pedro explica.

E, hã... o dinheiro? “A gente não tem muita grana. hehehehehe. É tudo no amor mesmo”, Guilherme dispara. Nenhum dos dois revela o orçamento, mas Pedro especula que, se a banda tivesse pagado por tudo, daria uns 10 mil reais. Mas o clipe não tem aquele visual “baixo orçamento”, né? “O lance é ter bom senso e bom gosto. Usar uma câmera que se aproxime ao máximo da película (é HD)”, elabora Guilherme. “A locação também é fundamental. Sempre temos um cuidado enorme com a direção de arte. Para onde tu apontar a câmera vai ficar bonito. heheheheheheh.”, conclui. E, pelo que parece, os clipes da Pública não têm mesmo vocação para geração-youtube-vídeo-de-celular. Pedro: “Estamos começando a explorar uma veia cinematográfica, transformar os clipes em curtas, contar histórias...”

Fazendo o Johnny Cash. Guilherme e o guitarrista Guri, que também participou da conversa, via Guilherme! Foto tirada agora na casa do rapaz, de onde ele teclou a entrevista.

O bom e velho vinil

Se a melancolia de que falamos está na própria música e o esmero na produção, rola uma nostalgia na casa do protagonista, todos aqueles objetos velhos, como lembranças das quais não dá para se desfazer e, claro, na campanha “Salvem os LPs”, que aparece no final do clipe. Pedro: “É uma campanha pró-discos, pra que a internet não acabe com o conceito de obra. Vinil é muito legal, tem uma geração inteira que cresceu com eles. Acho que a volta ou a permanência dele é resultado deste apego que as pessoas tem de suas lembranças de infância. Essa atmosfera está muito presente na banda e sempre que possível trazemos à tona. Fora a questão do som que o vinil tem.”

Pelo que parece, os fãs da banda vão aderir à campanha e já aparecem uns pedidos por “Polaris” em vinil. Mas essa edição não existe, por enquanto é só cenográfica. “Pressão no selo”, eles ordenam. Vai !


_Este blog vem através dessas mal-traçadas linhas manifestar seu apoio à candidatura do videoclipe de nome LONG PLAYS do conjunto musical PÚBLICA a uma indicação na premiação da emissora de televisão Music Television Brasil (MTV) de nome Vídeo Music Brasil (VMB).

_E daí, no fim da entrevista, o Pedro me disse que tem show em São Paulo dias 06 e 07 de setembro (Funhouse e Belfiore). Dá tempo de juntar dinheiro e comprar a jaqueta, né? Pede pra eles tocarem “Luzes” no fim. E pra tocarem “a música do Amaro”.

_Vanguart! E o Vanguart tem show em São Paulo no dia 10 de agosto. O SHOW DE LANÇAMENTO DO DISCO! Aquele sobre o qual eu venho falando com o Helio há dois anos. Enfim... Helio disse que vai ser no Inferno. E hoje tem Vanguart no programa Trama Virtual, às 18h, no Multishow. Os rapazes tocam ao vivo, dão entrevista e o Helio usa uma camiseta justa (do Cortázar, ele acabou de me dizer). Se eu entendi direito, rolam “Cachaça” e “Semáforo”. Mais info sobre o disco “Vanguart”? Vai no Finas. Mais info sobre o Tramavirtual? Vai no F. (a Trama está fora do ar... DE NOVO)

_Ih, rapaz... um tempo atrás, eu fiz um post sobre Pública + Vanguart. Vai !

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20 de jul. de 2007

Já ouviu "Impossibilidades", o compacto.rec da oaeoz? Então, ouve aí...




No post de ontem , dá pra saber mais sobre o lançamento do primeiro compacto.rec e, logo no começo, dá pra baixar o compacto! No post de hoje, a gente continua com a oaeoz . Tem a entrevista com o vocalista e compositor da banda, Ivan Santos, enviada em 19/7 ao Circuito Fora do Eixo, pra fazer parte do material de divulgação de "Impossibilidades"


Ivan Santos, vocalista da oaeoz, fala de seu compacto.rec

Por Pedro Acosta

Nesta semana, a banda paranaense oaeoz lançou seu compacto.rec “Impossibilidades”, com a música do mesmo nome e uma versão para a banda paulista dos ’80 Fellini, “Città Piu Bella”. Na terça-feira, conversei via messenger com Ivan Santos para saber mais sobre a banda. Abaixo, os destaques do que Ivan disse, direto da redação onde edita a parte de Política e Brasil do curitibano Jornal do Estado.

Ivan no trabalho, 1

Impossibilidades – “‘Impossibilidades’ é uma música que a gente já vem tocando há algum tempo. A idéia era fazer algo mais simples e direto, com um quê de pós-punk oitentista, mas ao mesmo tempo com uma temática e uma letra diferentes do que geralmente se vê nesse tipo de som. A letra é discursiva e encadeada de forma a fazer a música ir crescendo até explodir no final. Inclusive a melodia inicial surgiu antes e eu fui encaixando a letra na música. Por isso ela tem essa 'urgência'. É como alguém conversando com um amigo e falando de todas as impossibilidades da vida e como reverter isso, como lidar com essas limitações. É algo como uma reflexão em que você tenta encontrar nessas limitações uma saída.”

Città Piu Bella – “Já tocávamos uma versão de ‘Città Piu Bella’ nos shows, num medley com ‘Car Wash Hair’ do Mercury Rev. A gente procurou tocar “Città Piu Bella” como se fosse uma música do oaeoz. No caso, desacelerando o andamento, que no original tinha um quê de samba, trazendo ela para uma espécie de balada folk psicodélica, que não por acaso diz muito sobre o estilo de música da banda. Para completar, chamamos dois amigos: o Igor Ribeiro, que já tocou no oaeoz, pra fazer o trumpete no final, e o Rafael Martins (Excelsior), que também é fã do Fellini, para tocar guitarra e fazer efeitos.”

Ivan no trabalho, 2

Som – “A música do oaeoz fala basicamente de situações limite. E de formas de sublimar essas situações. Acho que tem muito também de estranhamento, crônicas de desajustamento diante de uma realidade que parece cada vez mais inóspita e opressora. É um tipo de música muito pessoal e passional, que expõe uma carga de sentimento sem disfarces ou discursos. A idéia é soar o mais livre possível, livre de rótulos ou fórmulas. Deixar que cada música respire e diga a que veio. Como já tocamos juntos há quase dez anos, hoje, independente do que a gente faça, acaba soando como o oaeoz, porque o som da banda já tem uma cara própria.”

Influências – “Tentando ser o mais direto possível, algumas bandas foram inicialmente uma referência básica pra gente. Mercury Rev, Morphine, Tindersticks, Spiritualized. São bandas muito ‘emocionais’, que têm como característica a criação de climas e atmosferas oníricas, algo que a gente sempre teve em mente. No plano nacional, o trabalho solo do Arnaldo Baptista, que não por acaso inspirou o nome da banda (“O A E O Z” , disco dos Mutantes de 73, só lançado em 92). No caso do Fellini, toda aquela geração da segunda metade dos anos 80 do rock brasileiro, como Três Hombres, Sexo Explícito, Mercenárias, Vzyadoq Moe, marcaram muito pois tive acesso aos discos delas na época em que saíram e sempre admirei também a capacidade dessas bandas de desenvolver um estilo próprio.


Planos – Se tudo der certo, até o final do ano vamos lançar dois discos com repertórios inéditos e diferentes: o de estúdio, com oito músicas mais duas versões de bônus e o ao vivo, no (projeto curitibano) A Grande Garagem Que Grava. O de estúdio é mais pesado, tem mais guitarras, até porque a gente ainda tinha dois guitarristas na gravação. Já o do Grande Garagem, como será ao vivo, será naturalmente mais despojado e puxando para um lado mais acústico da banda, com canções mais calcadas no violão e em melodias folk.


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_Era só o que faltava...
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