27 de fev de 2008

Escrito para a assessoria do Grito Rock em 05/02 e publicado no mesmo dia, no Espaço Cubo Digital. Também divulgado via email.



Menina faz mosh durante show do Montage no GR Cuiabá 08

Grito Rock, dia 4
Montage e Vanguart levam o público à histeria

Fotos: Renato Reis

Já era terça-feira de Carnaval quando o Grito Rock Cuiabá chegou ao fim. Já passava de cinco da manhã quando o Vanguart deixou o palco, depois de show aplaudidíssimo. Essa segunda-feira de Grito Rock foi, dos quatro dias de evento, o que teve maior público. De acordo com a produção, mais de 900 passaram pelo Clube Feminino, na região central de Cuiabá.

Headliners - Inegavelmente, os dois shows principais colaboraram muito pra isso. Ao contrário dos dias anteriores, os headliners (shows-destaques que encerram a noite) tocaram para casa cheia. Vanguart e Montage têm desafiado os limites entre o que se chama independente e o que se chama mainstream. As duas bandas têm presença freqüente nos veículos da grande mídia, foram escaladas para o TIM Festival (de orçamento milionário e repercussão nacional) e tocaram para públicos histéricos nesse Grito Rock. Gente que sabia as letras de cor e certamente não contou com o rádio para ajudar na memorização.

Jogo ganho - O Montage tocou em Cuiabá pela primeira em junho de 2007. Eles foram escalados para o Volume Festival, realizado num clube, a Casa Fora Do Eixo. De lá pra cá, apenas mais um show, no Calango 2007. Daí ser surpreendente, sobretudo numa cidade que não tem a cultura clubber que geralmente movimenta os fãs do grupo, o entusiasmo com que o Montage foi recebido. Mesmo antes de o show começar, uma boa centena de fãs se amontoava em frente ao palco, soltando gritos a cada movimento no palco, enquanto os ajustes de som eram feitos. Quando finalmente o vocalista Daniel Peixoto começou os primeiros versos – palavras de ordem punk, na verdade - de “I Trust My Dealer”, o jogo já estava ganho.


Montage no GR Cuiabá 08

Aposta 1 - Não foram só bandas já estabelecidas como Montage e Vanguart que desafiaram os limites do independente nesse último dia de Grito Rock. Com melodias de forte apelo pop sobre um instrumental que mistura pós-punk oitentista com indie americano dos anos 90, os mineiros do Monno tiveram boa aceitação do público. Os melhores momentos foram os números de andamento mais acelarado e dançante. O grupo deve lançar novo EP em março e, com sua combinação de melodias pop, letras sentimentais e poderosas apresentações ao vivo, é boa aposta para 2008.

Burburão - O Grito Rock Cuiabá foi ocasião de festa. Em especial, para Bárbara Rosa, a moça de revoltosos cabelos loiros que passou os quatro dias do evento numa banquinha, no fundo do salão. O motivo para a festa: há um ano, no Grito Rock 2007, ela começava sua grife alternativa, a Padam. “Eu queria fazer alguma coisa, fazia uns dois anos que eu não criava nada, eu queria fazer um burburinho”, ela diz. Desde então, Bárbara já expôs/vendeu em três festivais do Circuito Fora Do Eixo e colaborou com bandas como o MQN e Macaco Bong. Deu pra fazer o burburinho? “‘Inho’, deu. Mas há possibilidades de um ‘burburão’”.

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